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EDITORIAL


O QUE NO BREU SE EVOCA
“Mas o vento vira, as coisas mudam, e a alteridade sempre termina por corroer e fazer desmoronar as mais sólidas muralhas de identidade.” (Eduardo Viveiros de Castro, Metafísicas canibais.) Pau de Resposta , Acrílica s/ lona, 152 x 133 cm, 2022 Em 1500, o termo “sertão” correspondia ao que extrapolava os domínios de Portugal. Significava lugar longínquo e incógnito nos relatos de viajantes, a exemplo de Pero Vaz de Caminha. A luminosidade tropical, diferente da claridade difu
Guilherme Moraes
16 de abr


WASHINGTON DA SELVA: FLECHAS CONTRA A COLONIALIDADE QUÍMICA
Washington da Selva (1991) constrói uma obra que atravessa memória, território e denúncia. O artista articula pintura, performance e objeto para enfrentar o que nomeia como colonialidade química, transformando narrativas familiares, arquivos de trabalhadores e saberes da roça em contra-imagens sobre o agronegócio, o racismo ambiental e a permanência cultural no campo.
Elizabeth Bandeira
8 de abr


WALTER ZANINI: RIGOR E EXPERIMENTALISMO
No livro A Gênese da Curadoria no Brasil , Cristiana Tejo define Walter Zanini como o arquétipo do curador institucional. Se Frederico Morais representava a guerrilha externa e independente, e Aracy Amaral trazia um modelo polivalente e rigoroso de pesquisa, Zanini personificou a figura do gestor que, de dentro da estrutura museológica, implodiu barreiras e profissionalizou o sistema, equilibrando o rigor acadêmico com a mais radical abertura ao experimentalismo. Walter Zanin
Propágulo
11 de mar


PAULO OLIVEIRA: PENSAR COMO ILHA, ESCULPIR MULTIDÃO
A obra de Paulo Oliveira (Moreno – PE, 1968) nasce da madeira que lhe aparece em suas andanças. Raízes de mangue, troncos e cascas marcados pelo tempo tornam-se esculturas povoadas por gente, bichos e criaturas inventadas. O texto acompanha esse fazer paciente e obstinado, mostrando como sua produção está atravessada pela infância à beira do rio, pelos anos na estrada e pela relação contínua com o mar.
Guilherme Moraes
4 de mar


Curadoria, edição e espaços autônomos no diálogo Recife–Portugal
Em novembro de 2025 viajamos de Recife, onde a Propágulo é sediada, para Lisboa, Coimbra e Porto em um intercâmbio fomentado pela Política Nacional Aldir Blanc que foi dos dias 1º a 15 . Possuíamos dois objetivos: lançar nosso último livro, A gênese da curadoria no Brasil , na capital portuguesa, onde atualmente vive sua autora, Cristiana Tejo, e o segundo, acompanhar a produção da artista Tatiana Móes, no Porto. Para além dos vínculos conosco, outro aspecto em comum foi fund
Propágulo
10 de fev
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